A Trilha do Dilúvio

PC060076 Nada como o tempo de chuva em Goiás. Trilhas sem poeira, novos obstáculos e a dificuldade natural que a água impõe. A trilha começou tranquila esse fim de semana, choveu nos dias anteriores mas no sábado o calor estava de rachar. Começamos a trilha pelo Buracão do Jefferson, 5 trilheiros e a bolça de ferramentas do Gerson Bebelo. Enrolamos bastante, com sol forte e horário de verão, o que podia dar errado? Continuamos a trilha até o pedrão e de lá pra uma trilha nova que o Seu Antônio Camargo tinha nos falado. Foi quando veio a chuva, começamos a descida até a Grecinha mas tudo estava ótimo. Atravessamos algumas enxurradas durande a descida, tudo muito normal, até que chegamos ao pé da serra, onde a água de todo o dilúvio se escontrava. Logo de cara, quase fui levado junto com a moto pela tromba d’água, foi preciso juntar os cinco pra tirar a moto da correnteza. Viramos a moto tiramos toda a água e graças a Deus ela não ligou, o que impediu que continuassemos tentando, nesse tempo a água já havia subido até o eixo da roda no lugar onde estava seco quando chegamos. Minha moto ficou amarrada de um lado e as outras 4 num lugar mais alto do outro. Fomos embora a pé pela primeira vez, subimos da Grecinha à Marmelada enquando escurecia, chegamos 8:30 na casa mais próxima. Foram 4 Km de subida em que atravessamos 5 trombas d’água. O Jefferson chegou arrastado. Fomos resgatados de Strada uma meia hora depois. E tudo isso pra voltar no outro dia de amanhã para buscar as motos. Em 6 anos de trilha a gente nunca tinha visto nada nem parecido com isso, e o detalhe é que essas trombas d’água se formaram onde normalmente não tem água nehuma.

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